Quase todo o material visual e sonoro deste site foi gerado com IA. Isso está declarado em cada peça — a arte de cada capítulo carrega o selo "arte gerada com Gemini", e a curva de luz do exoplaneta diz na legenda que é modelo físico calculado, não observação.
Esta página explica o processo inteiro, porque a pergunta "como isso foi feito?" tem mais valor para quem chega aqui do que a resposta "com IA".
A regra que organiza tudo: a IA gera em tempo de build, nunca no navegador do leitor. Nenhuma chave de API existe no site publicado. O que você carrega é arquivo estático.
As sete artes dos capítulos
Cada era da história da computação tem uma ilustração. São sete imagens, 400 KB no total, geradas pelo gemini-3-pro-image em 16:9 e convertidas para WebP.
A direção de arte não fica no prompt solto: vive em tools/eras.json, com uma paleta declarada por era. A era de Turing é monocromática com âmbar de fósforo; a dos transistores é azul cianeto com cobre; a do Willow é obsidiana com ciano holográfico e verde quântico. O estilo base é o mesmo para as sete, o que muda é a cena e a paleta — é isso que faz um conjunto parecer um conjunto em vez de sete imagens avulsas.
Uma instrução que economiza retrabalho: peça espaço negativo onde o texto vai entrar. Todas foram geradas com "generous negative space on the left third", porque é onde o título aparece. Sem isso, metade das imagens volta bonita e inutilizável.
E a instrução mais importante: no text, no letters, no numbers, no logos, no watermarks. Modelo de imagem escreve texto errado com confiança absoluta.
As catorze narrações
Sete capítulos, dois idiomas. Cada um tem cerca de 125 palavras e 85 segundos.
O roteiro não é inventado pelo modelo. Ele é escrito pelo gemini-3.8-flash a partir do texto que já está publicado no capítulo, com uma instrução explícita de manter nomes, datas e números exatamente como no material de origem e não acrescentar fato nenhum. O modelo recria o tom, não o conteúdo.
O áudio sai do gemini-3.1-flash-tts-preview em PCM de 24 kHz, vira WAV e é convertido para MP3. A versão em inglês não é tradução literal — é uma recriação a partir do mesmo material, porque narração traduzida ao pé da letra soa traduzida.
O player troca a faixa ao vivo quando você muda o idioma, mantendo a posição.
Os quatro vídeos
Gerados no NotebookLM a partir dos documentos de pesquisa deste repositório: três verticais de cerca de 75 segundos e um mergulho de 11 minutos, 15 minutos no total.
Eles não ficam no repositório. Vídeo em Git fica no histórico para sempre, e 95 MB de MP4 tornariam qualquer clone eterno. Ficam no YouTube, e o site carrega uma fachada: pôster local com botão de play, e o iframe do YouTube só é criado no clique. Um embed padrão puxa mais de 1 MB de JavaScript e grava cookie antes de alguém apertar play — aqui, zero requisição a terceiros até você decidir assistir.
Os gráficos
Esses não são gerados por IA. São desenhados por código, com a matemática de escala delegada ao d3-scale e a geometria ao d3-shape — 12 KB, só esses dois módulos, não a biblioteca inteira.
SVG e não canvas, por três razões: o gráfico herda as cores do site via CSS, o texto continua sendo texto de verdade (selecionável, lido por leitor de tela, achável no Ctrl+F), e a animação usa a mesma ferramenta do resto da página.
A curva de luz do trânsito planetário é calculada em tempo real pela geometria de sobreposição de discos com escurecimento de limbo quadrático — o modelo de Mandel & Agol (2002). Quando você arrasta o raio do planeta, a curva é recomputada. Nenhum valor ali é observação de um planeta real, e a legenda diz isso.
A versão em inglês
O site sempre teve os dois idiomas, mas por muito tempo o inglês só aparecia depois que o JavaScript reescrevia a página — sem endereço próprio. Buscador indexa uma versão por URL, então metade do conteúdo era invisível.
Hoje um script de build assa o texto em inglês no HTML e publica em /en/, lendo o mesmo dicionário que o site usa em tempo de execução. Uma fonte de tradução, dois destinos.
O que a IA não fez
Vale ser específico, porque "feito com IA" costuma esconder mais do que revela.
A IA não decidiu a estrutura do site, não escolheu quais dados publicar, não definiu a direção de arte e não julgou o que é fonte confiável. Os números que aparecem nos gráficos vêm de um levantamento com protocolo escrito, e cada série carrega a fonte primária e as ressalvas — inclusive as controvérsias públicas, com os dois lados. Onde não existe estudo comparável, está escrito que não existe, em vez de estimado.
Essa é a parte que continua sendo trabalho humano: decidir o que merece ser publicado, e aceitar deixar uma célula vazia quando o dado não sustenta.
Quem construiu isto
Este site é um projeto da SFAI Solutions.
O processo descrito aqui — gerar imagem, narração e vídeo com IA, com direção de arte consistente e produção em escala — é o que fazemos como produto no Cocreator: um hub de criação de conteúdo com Canvas Studio para carrosséis e imagens, Social Studio para agendamento e gestão de redes, e geração de vídeo.
A diferença é o público: aqui a produção serve a um site de pesquisa; no Cocreator ela serve a quem precisa publicar todo dia.
Todo o código deste site é aberto, sob licença MIT, em github.com/s1d40/makeaibetter — inclusive os scripts de geração descritos acima.